Agradecimento aos eleitores

Caro companheiro da Indústria.

A Federação das Indústrias do Rio de Janeiro inicia hoje um novo ciclo. Não fomos os escolhidos na votação inédita que vimos acontecer hoje, mas, temos certeza, nada será como antes. Durante os meses de campanha levamos a todo o Rio de Janeiro uma mensagem clara, o desejo de mudança e maior participação. Perdemos a eleição, mas o debate que iniciamos certamente deixará marcas na FIRJAN.

Estamos certos de que a direção reeleita terá que mudar práticas e, sobretudo, abrir-se aos associados, razão de ser da FIRJAN. De nossa parte, estamos dispostos a colaborar com a construção de novos tempos, mais democráticos e conectados com nossa indústria.

Perdemos a eleição; fez-se a vontade da maioria. Estaremos, no entanto, prontos a cobrar sem cansaço medidas para abrir a FIRJAN à participação dos sindicatos industriais. Queremos uma gestão mais moderna. Lutaremos por programas de qualificação mais adequados e sintonizados com as necessidades de quem está no “chão das fábricas”.

Insistiremos em alterações nos estatutos para assegurar a renovação no comando da Casa – que é nossa – permitindo apenas uma reeleição. As multidões que foram às ruas nos últimos meses pediram mudança na política, na economia, na educação, no cotidiano. Não podemos ficar surdos a tantos gritos.

Na agenda intensa de reuniões, encontros, conversas, almoços e jantares que mantivemos nos últimos três meses, ouvimos insatisfações, pedidos de apoio e, especialmente, desejo de participar mais, de influir nas decisões da Indústria do Rio. Não podemos deixar que essa força se dissipe com o resultado das urnas. Continuaremos a agitar essas bandeiras, até conseguirmos os resultados que queremos e que a Indústria fluminense precisa.

Àqueles que nos escolheram, obrigado pela confiança expressa no seu voto. Foi a força de cada companheiro que nos levou a essa batalha.

Àqueles que fizeram outra opção, pedimos que escutem a todos, em nome da Indústria. Essa é e sempre será a nossa causa.

Muito obrigado.

Forte abraço,

Ariovaldo Rocha